Get Adobe Flash player

Nintendo mudará estrutura de Zelda

12345Avaliação 5.00 (1 Voto)


The Legend of Zelda é uma das séries mais tradicionais e clássicas dos games. Influenciou meio mundo, e criou praticamente um gênero: os adventures medievais/mitológicos - porque RPG sabemos que Zelda não é. Mas todo esse tradicionalismo ao longo de duas décadas e meia gerou um certo cansaço nos fundamentos da série, que permanecem, em grande parte, intocados e imutáveis jogo após jogo.
 
Apesar da qualidade quase sempre impecável da série e das notas sempre altas em reviews, é impossível não concordar que uma renovação em suas mecânicas fundamentais faria muito bem a longevidade do título. A Nintendo mostrou essa preocupação no Nintendo Direct de hoje (23/1) e afirmou que um novo jogo da série já está em desenvolvimento para Wii U e que ele protagonizará uma série de mudanças na estruturação clássica de Zelda.
 
As principais citadas por Iwata dizem respeito a ordem em que os calabouços podem ser completados e (sentem para ler essa) a obrigação de se aventurar sozinho. A direção criativa da Nintendo provavelmente quer reposicionar a série para lidar melhor em um mundo dominado por Skyrim, The Witcher 2, Fable e Dragon's Dogma. A possibilidade parece interessante, e é possível que retire da série todas as obrigações narrativas que a prendem - escrevi brevemente sobre isso em outubro do ano passado, quando Miyamoto falou da possibilidade do Retro Studios tocar um jogo da série.
 
Conhecendo a Nintendo, obviamente Zelda não se tornará um jogo adulto e excessivamente sombrio de uma hora para outra, mas deve abraçar mudanças estruturais que podem soterrar a extrema linearidade do andamento do jogo, a obrigação de pegar um item específico para terminar uma dungueon, e por aí vai. Indo um pouco mais longe, quem sabe não será o momento que veremos evoluções visuais e temporais no mundo de Hyrule/Termina - elementos levemente steampunk? - e sidequests contextualizadas que realmente se apresentam como tal, e não como tarefas para ganhar itens novos.

 
Fazendo uma cata nas inovações dos últimos jogos já é possível traçar um panorama mais agradável do funcionamento de um game pensado para dar uma sacudida nos alicerces da série: uma agenda que funciona como um Logbook (Majora's Mask), um meio de transporte com mais possibilidades que Epona (o King of Red Lions, de Wind Waker), viagens no tempo, rotinas dos coadjuvantes e máscaras que mudam a interação com personagens secundários (também Majora's Mask) e um mundo realmente gigante e explorável, com combates que envolvem aprendizados e golpes especiais (Twilight Princess). Daí pra transformar Link no protagonista de um RPG genuíno é um pulo.
 
Dar aos jogadores um mundo completamente acessível logo de cara já é um começo, e evolução do personagem - algo que talvez não se encaixe tanto com o espírito de Zelda - poderia ser uma forma do jogador entender quais lugares teriam inimigos no mesmo nível dele.
 
Não seria o caso de transformar The Legend of Zelda em um game de mundo aberto emulando Skyrim ou algo similar, mas sim retirar as pesadas amarras que tiram a liberdade de exploração que os games da série sempre possuíram. Após o anúncio de hoje, posso dizer que minhas expectativas para o próximo Zelda cresceram geometricamente.

Comente essa notícia com a gente logo abaixo, em nosso twitter (@PortalGameWorld) ou em nossa fanpage no facebook (www.facebook.com/PortalGameWorld).

Phoca Facebook Comments

VEJA TAMBÉM

GW NETWORK
TOP VÍDEOS

Isso é o que dá misturar personagens da Nintendo com luta livre…

Alguém imaginou como seria um jogo de luta com os personagens da Valve…

In Harm's Way chega durante essa semana para PC, consoles e dispositivos móveis…